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Aqui você encontrará interessantes matérias feitas por nossos Profissionais. Clique nos links abaixo para saber mais:

Conexão Rio - São Paulo
Ginástica Vip
Como adquirir o corpo dos sonhos
Correr é in
Programa de treinamento
A importância de uma equipe multidisciplinar ...
Um corpo rebelde
Em ritmo de saúde
Adrenalina a mil
O atleta amador e sua agenda
Medalha de ouro para eles
É preciso construir o futuro
Sebo nas canelas
Rebeldia
Energia
CONDICIONAMENTO FÍSICO: entenda e pratique !.
Universo masculino.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Conexão Rio - São Paulo

Professor e comandante de um dos mais cobiçados estúdios de ginástica pelos que valorizam a saúde e boa forma física, o professor de educação física Fábio Guimarães conta um pouco de sua trajetória profissional e o que significou trocar o Rio de janeiro por São Paulo.

Há exatos 22 anos, o professor de educação física Fábio Guimarães encarou um dos maiores desafios de sua vida: trocar o Rio de Janeiro, sua cidade natal, por São Paulo. No começo, o maior problema enfrentado por ele foi se adaptar ao hábito esportivo do paulistano, bem diferente do carioca. Guimarães desembarcou por aqui em 1985, época em que nas academias de Sampa predominavam os treinos de aeróbica-modalidade praticada em grupo, que englobava movimentos sincronizados de alto impacto, com "saltitamentos" e muita coordenação motora. No Rio, por motivos óbvios, valorizava-se os exercícios localizados para definição e aumento de volume muscular, com muito pouca ênfase nos cardiovasculares. "Ou eu mudo essa tendência, ou eu me mudo aqui", pensou ele na ocasião, num aparente contra-senso.
A saída encontrada por Fábio foi desenvolver circuitos de exercícios com carga - que preservavam os movimentos em sincronia que tanto agradavam o paulistano-, mas com sensível aumento de exigência cardiovascular do grupo - uma preocupação constante em sua vida. Dentro desse enfoque, Fábio conseguiu os benefícios dos "exercícios de resultados" do carioca às aulas em sincronia dos paulistas e ainda dar continuidade à sua forma de trabalhar com circuitos.
Depois de vinte anos passados desde sua chegada à São Paulo, durantes os quais ele coordenou grupos em grandes academias, teve seu próprio estabelecimento e alugou espaços de treinamento em outros tantos, muita coisa evoluiu. Hoje, poucas academias usam tantos aparelhos de ginásticas quanto na dele. Há pesos, anilhas, caneleiras, bastões, corda, entre outros, além de programas específicos de ginásticas.
Tão ou mais importante quanto o método e os equipamentos usados no treino é a criatividade do professor em criar combinações de exercícios e os macetes para incentivar a turma. "Pode perguntar a qualquer um dos meus alunos se já me viram repetir algum treino", desafia ele. Como é comum em qualquer situação em que haja contato pessoal, jogo de cintura também é fundamental. "É muito comum as pessoas trazerem para cá os problemas domésticos e de trabalho", lamenta.
Diferente da grande maioria das academias, a proposta de treino de Fábio Guimarães excede o bem estar e forma física. "Tenho alunos aqui com índice de oxigenação de atleta", conta ele. Por essa razão seu número de alunos é bem reduzido: quinze ou vinte pessoas no máximo. Os novatos que não têm fôlego para acompanhar a aula do começo ao fim, são preparados separadamente com séries específicas e cargas moderadas. "A inserção tem que ser feita aos poucos e em equipamentos específicos", garante.
Aliás, equipamentos não faltam no estúdio de Guimarães. Recém reformado, há aparelhos para exercitar todos os grupos musculares e capacidade cardiorespiratórias, tudo da melhor qualidade. Fábio também oferece, além das aulas em grupo, programas de personal trainer, com ele ou com qualquer um dos seus professores credenciados. É ver para crer.

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Ginástica Vip

Com espaços reduzidos, aulas individualizadas e atenção para atender as necessidades de cada aluno, os estúdios de ginástica crescem em número se mostram boa alternativa em relação às grandes academias.

Na contramão das grandes academias de ginástica, vem surgindo um novo conceito de espaço para treinamento: os estúdios. Tratam-se de ambientes com espaços menores, destinados para treinos individuais ou, no máximo, cinco alunos, que permitem dispensar mais atenção às necessidades de cada aluno. Para evitar desvio de atenção, intencionalmente a maioria deles não tem televisores ou centros de lazer. Os resultados são relatados por alunos satisfeitos com seu bem estar físico e mais dedicação aos treinos.

Menor tamanho, Maior resultado.

O Studio Fit é um exemplo de estabelecimento que segue esse conceito. Atende interessados que, por diferentes razões, não gostam de clima de academia mas querem malhar. Para montar o programa de treino, a pessoa passa por uma entrevista sobre suas preferências, características de seu estilo de vida e histórico de sua relação com o esporte. "Precisamos de sensibilidade para conhecer a pessoa e entender suas necessidades", conta a proprietária Regina Paula Cirilo.
Regina conta que inspirou nos estúdios dos Estados Unidos, que são mais especializados ainda. "Atendimento personalizado não se restringem somente aos trabalhos de musculação. Em qualquer esporte, como spinning por exemplo, o acompanhamento pode ser pessoal", conta Regina. Preocupação com o bem estar global da pessoa é o ponto principal da escola. Para isso, Regina adotou a linha de treino conhecida como funcional, que visa desenvolver o potencial de cada estrutura muscular, melhorando postura e capacitando o individuo para exercer mais facilmente as atividades cotidianas. Para cumprir tal objetivo, saem aparelhos com trilhos-guia e entram halteres, bolas, barras e camas elásticas - que exercitam os pequenos grupos musculares, responsáveis por equilíbrio e movimentos do dia a dia.
No estúdio do professor Fábio Guimarães, que funciona no piso inferior de uma grande academia, há aulas em grupos, com número reduzido de alunos e treinamentos individuais com ele ou com um dos seus assistentes. " Desenvolvo o treinamento com base no objetivo do aluno", conta ele. Nas aulas em grupos há uso de barras fixas, moveis e halteres, sempre conjugando exercícios aeróbicos. Com 25 anos de experiência, Guimarães dá algumas dicas para não desistir da malhação: em primeiro lugar, buscar uma atividade que dê prazer. "Ir contra a vontade não rende nada", conta ele, "Experimentar atividades nunca antes praticadas ajuda a largar o leque opções". "Às vezes, as pessoas nem sabem que gostam de determinado esporte por que nunca praticaram". Em segundo lugar, procurar professores qualificados. "Um bom profissional deve ser criativo - evitando treinos repetitivos e desanimadores-, ter bagagem técnica no assunto, ajudar seus alunos a conhecer seus limites, respeitá-los e dar estímulos". E, por fim, o interessado deve optar por ambientes que lhe agrade, tanto no aspecto social como físico. Uma outra atividade pouco praticada, segundo Guimarães, é fazer avaliação física antes de começar o treino e depois de alguns meses. "Comparar resultados é animador", recomenda o professor.

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Como adquirir o corpo dos sonhos

Obter o corpo dos sonhos é uma tarefa dificílima para todos os mortais. Assim como para evoluir intelectualmente temos que sempre nos antenar e atualizar conhecimentos e para evoluir espiritualmente temos que teorizar e praticar o bem, para evoluírmos físicamente também temos que treinar, nos alimentar e dormir de 7 a 8 horas por dia. Então, já começa daí a primeira dificuldade, pois dificilmente a maioria das pessoas consegue realizar essas três coisas de maneira satisfatória.
O que é um modelo para um, pode não ser para o outro; diverge de concepções estéticas, de profissão, de esportes, e de genética. Geralmente em cidades praianas, principalmente no Rio de Janeiro, o culto ao corpo e enorme. Muitos dão ênfase a corpos malhados com relativa massa muscular. Já em São Paulo, a maioria prefere corpos esguios sem muito tônus.
Falando profissionalmente, também existem divergências: uma modelo de passarela não pode nem engordar, nem aumentar sua massa muscular. Um bombeiro não pode ser gordo, um lixeiro não deve ser muito grande, assim como um grande executivo precisa estar bem fisicamente para transmitir saúde, autoconfiança e bons exemplos.
O mundo esportivo também possui particularidades de acordo com cada modalidade: os atletas que possuem biótipo adequado para o esporte e que competem, levam vantagem sobre os demais. Imaginem um halterofilista jogando futebol; um tenista de mesa jogando voleibol, um fundista arremessando martelo... E por aí vai. Um dos grandes diferenciais do campeão é a genética adequada ao esporte que ele vai praticar.
Na biometria, existem três tipos de indivíduos: os ectomorfos, que são longilíneos e de ossatura fina; os endomorfos que são propícios a massa gorda e baixa estatura e os ectomorfos que são propícios a massa muscular e ossatura grande. Cuba, um país muito menor e mais pobre que o nosso, se tornou um potência no esporte por dar ênfase a esta questão. E aplicou testes específicos para avaliar habilidades e perceber a vocação das suas crianças para determinado esporte. Com o "somatipo" e a vocação certa, a chance de errar na escolha do esporte é menor e a de descobrir talentos é maior. Tudo isso atentando para o desenvolvimento intelectual na escola.
Por conta da não observância desse cuidado com quem está começando no esporte, perde-se um tempo considerável treinando competitivamente uma criança que não terá potencial lá na frente. É melhor inserí-la em outro esporte para o qual ela tenha mais aptidão ou até mesmo em outra atividade que lhe dê prazer. No futuro, talvez essa criança não seja uma atleta, mas, pelo menos, utilizou a prática desportiva como fator de desenvolvimento. E, com certeza, isso atenuará frustrações posteriores.
Em resumo: é preciso adquirir hábitos saudáveis, definir estratégias consultar bons profissionais e tentar ficar de bem com a vida, valorizando as coisas boas e tirando proveito das coisas ruins.
Conheço pessoas que, para os olhos dos outros, já conquistaram o corpo dos sonhos. Mas continuam insatisfeitas. A cobrança estética é sempre maior da própria pessoa, principalmente quando não está feliz com ela mesma.
Procure ter como amigos pessoas que levantem sua auto-estima. Elogiem quando for para elogiar e censurem quando for para censurar. Tenha senso crítico, aprenda a escutar os outros, mas se valorize.
O corpo dos sonhos é difícil ? Infelizmente... é ! Cada pessoa objetiva seu modelo de corpo, mas nem sempre ela tem condição genética e aptidão para se igualar a ele. Procure profissionais capacitados para sua empreitada, pois eles vão poder orientá-lo(a) da melhor forma aproveitando seu potencial e suas aptidões e ajudá-lo(a) na horas difíceis.

Fábio Guimarães
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Especial de Aniversário
4 anos - 11/2006

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Correr é in

Muitas pessoas devem se perguntar como alguns "loucos" conseguem arrumar tempo para correr apesar de toda a correria da vida moderna. Infelizmente a maioria da população ainda não se deu conta de que essa prática desportiva é uma atividade física eficiente e barata, pois pode ser praticada em qualquer lugar e horário.

Hoje se fala tanto em qualidade de vida que apesar de ser um contexto amplo, este pequeno ate de começar a correr, que é tão doloroso para muitas pessoas, pode ser um ponto de partida para que as pessoas comecem a potencializar várias qualidades, não só físicas, mas psíquica e também social. Melhoram a resistência muscular e força de membros inferiores, o condicionamento cardiorespiratório e o funcionamento gastrointestinal. Psiquicamente melhoram a auto-estima, a determinação, perseverança e capacidade de solucionar problemas e socialmente melhoram os relacionamentos e o bom humor. Principalmente em uma cidade como São Paulo estes aspectos são fundamentais para sobrevivência com bem estar.

Com intuito de estimular este processo, cada vez mais aumentam as organizações de corredores, os eventos relacionados à corrida, novas assessorias esportivas com professor de Educação Física ou corredores profissionais. A seriedade e o profissionalismo das pessoas evoluídas neste processo estimulam e oferecem suporte para o crescimento de adeptos e o mais importante, de forma educadora e consciente. Para o professor de Educação Física aumenta cada vez mais o mercado de trabalho, assim como para médicos, nutricionistas e fisioterapeutas, proporcionando uma maior valorização destes profissionais.

Também para a sociedade, este crescimento é importante: a indústria esportiva (calçados e roupas) não pára de criar novos materiais e modelos para a evolução do esporte; gerando um maior consumo e mais empregos. Os patrocinadores procuram investir nos grandes eventos, provas e atletas, pois, como esporte de massa, a exposição de suas marcas é bem abrangente promovendo um maior retorno em suas receitas: TV, companhias aéreas, hotéis, restaurantes e empregos diretos nas provas.
A conclusão é que todos estes fatores, com certeza, irão ajudar em algum momento a consciência das pessoas sedentárias em realizar alguma atividade física para melhorar sua qualidade de vida.

Fábio Guimarães e Alexandre Burani
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Programa de Treinamento

Já é sabido que a corrida é um ótimo cardio-vascular-respiratório, que emagrece, melhora a autoconfiança e a auto-estima. É uma atividade que, teoricamente, não requer muitos recursos financeiros e pode ser pratica em qualquer lugar. Motivada pela mídia através de programas em TVs e artigos em revistas e jornais, esta prática vem crescendo muito no Brasil, principalmente a corrida de rua, pois oferece outras vantagens aos seus praticantes. Há muitas provas de rua nas quais praticantes e atletas podem participar a um custo relativamente baixo, conhecendo gente nova, socializando-se, divertindo-se e até objetivando melhorarem seus tempos. Isto sem falar na possibilidade de disputar provas com atletas de elite, que dão o charme e competitividade aos eventos. Mas às vezes o que parece simples, não é!
Para começar a treinar precisa seguir algumas regras básicas como:

* fazer uma avaliação física e cardiológica;
* adquirir uns dois pares de tênis apropriados para evitar dores ou lesões futuras (se possível, fazer um teste de pisada existente em algumas lojas específicas);
* seguir uma boa dieta alimentar;
* traçar um objetivo de curto prazo com um profissional competente para ajudar na motivação e na administração do treinamento.

É importante realizar um programa de treino compatível com seu estado físico atual, a fim de que o atleta possa adquirir uma boa "base" de treino para objetivos futuros seja para o seu bem estar, seja visando provas segundo um calendário pré-estabelecido ou visando condicionamento para outros esportes. O treinador e o atleta também devem se preocupar com os períodos de descanso e treinos complementares, como os de alongamento, para participar de provas de 10 km, ½ Maratona (21 km) e Maratona (42 km).
Segundo nossa nutricionista, Sylvia Gracie, ao começar a treinar percursos longos, deve-se ingerir carbonos a fim de se elevar os estoques de glicogênio nos músculos e prevenir a depleção. O atleta deve comer, pelo menos, 2 horas antes da atividade para poder assegurar uma completa digestão. Ele deve evitar alimentos gordurosos e fibrosos e/ou com bagaço, pois podem causar desconforto gástrico. Não consumir alimentos novos, que nunca tenha experimentado. Fazer uso de sucos de fruta diluídos ou coados, pães, bolachas, geléias, bolos sem recheio e fruta.
Um dia antes, é recomendado que ele ingira massas, pães, batatas, arroz etc. (a quantidade de carbohidrato é ajustada individualmente). E fazer uso moderado de proteína (leite e derivados) e reduzir a ingestão de gorduras (grãos e alimentos fibrosos) a fim de facilitar a digestão.
Diariamente, deve-se fracionar as refeições em 5 a 6 vezes para que o estômago não fique muito cheio. E. quanto à hidratação, é importante beber água suficiente para prevenir a desidratação durante o treino ou prova. Ao iniciar a prova, o ideal é que o atleta consuma 600 ml de líquido, durante o evento de 150 ml a 250 ml e se estiver muito quente e o percurso for longo, ele deve fazer uso de bebidas isotônicas.

Para quem objetiva participar de circuitos de provas de rua, nosso responsável pela Assessoria Esportiva Prof. Alexandre Burani, sugere um treino básico de 8 semanas para realizar uma prova de 10 km em boas condições:

Programação Atividade

1ª semana
Segunda-feira 30' trote leve
Terça-feira Day off
Quarta-feira 10'trote leve + avaliação 3 km + 10' trote leve
Quinta-feira Day off
Sexta-feira 30'trote leve circuito variado
Sábado 6 km progressivo a cada 2 km
Domingo Day off

2ª semana
Segunda-feira 40' trote leve
Terça-feira Day off
Quarta-feira 10' trote + 4x 1000m intervalo 2' + 10' trote
Quinta-feira Day off
Sexta-feira 40' trote leve
Sábado 7 km progressivo cada 2 km + 1 km forte
Domingo Day off

3ª semana
Segunda-feira 50' trote leve
Terça-feira Day off
Quarta-feira 10'trote + 10x 400m forte c/ 400m fraco + 10'
trote
Quinta-feira Day off
Sexta-feira 40' trote leve
Sábado 8 km progressivo cada 2 km
Domingo Day off

4ª semana
Segunda-feira 30' trote firme circuito variado
Terça-feira Day off
Quarta-feira 10' trote + 4x = 1x 1.200 m / 1x 100 m / 1x 800 m / 1x 600 m + 10' trote
Quinta-feira Day off
Sexta-feira 40' trote leve regenerativo
Sábado 9 km progressivo cada 2 + 1 km forte
Domingo Day off

5ª semana
Segunda-feira 40' trote firme circuito variado
Terça-feira Day off
Quarta-feira 20' trote + reavaliação 3 km + 10' trote leve
Quinta-feira Day off
Sexta-feira 40' ritmo de prova
Sábado Day off
Domingo 10 km trote leve

6ª semana
Segunda-feira 30' trote regenerativo
Terça-feira Day off
Quarta-feira 15' trote + 10x 1' forte 1' fraco + 15' trote
Quinta-feira Day off
Sexta-feira 40' trote circuito variado
Sábado 11 km progressivo a cada 2 km + 1 km forte
Domingo Day off

7ª semana
Segunda-feira 50' trote circuito variado
Terça-feira Day off
Quarta-feira 10' trote + 3x 2000m intervalo 2' anda + 10' trote
Quinta-feira Day off
Sexta-feira 40' trote leve
Sábado 8 km Ritmo de prova
Domingo Day off

8ª semana
Segunda-feira 40' trote circuito variado
Terça-feira Day off
Quarta-feira Day off
Quinta-feira Day off
Sexta-feira 40' trote
Sábado 30' trote
Domingo PROVA 10 KM

Obs: A avaliação e reavaliação são fundamentais para mensurar se o atleta está respondendo de forma adequada aos estímulos que são dados pelo treinador. Por isso, antes de aventurar-se nas corridas de rua, procure uma orientação especializada.

Fábio Guimarães, Alexandre Burani e Sylvia Gracie
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A importância de uma equipe multidisciplinar no treinamento

Vários professores de saúde contribuem para uma evolução do atleta e até mesma do praticante de atividades físicas. Em clubes ou equipe mais modernizados, em alguns esportes de alto nível e em esportes individuais de atletas de bom aquisitivo, já atuam esses profissionais. Algumas academias já oferecem também grande parte desses serviços.
O primeiro profissional a ser consultado, com certeza é o médico, de preferência com a formação desportiva. Numa primeira conduta ele realizará um check-up: pressão arterial, freqüência cardíaca, problemas de saúde, hábitos inadequados. Depois será realizado um eletro repouso, seguido de um teste ergoespirométrico e, em alguns casos, outros exames complementares. Exames de urina, sangue e fezes podem ser solicitados. Após o resultado e o mapeamento feito pelo(s) médico(s), parte-se para o segundo passo.
O próximo profissional a ser consultado é o educador físico. Ao receber os exames e resultados da avaliação, ele realiza alguns testes físicos, aplica os treinamentos de acordo com os laudos, testes, aptidões e objetivos do praticante. Esse profissional também é chamado de treinador ou preparador físico. Também existe a figura do técnico desportivo que se preocupa com o treinamento técnico e tático, dependendo do esporte.
O profissional de nutrição é fundamental nesse processo. Pode ser um médico endócrino, ortomolecular ou nutricionista. Todos se dizem aptos para adequar a dieta e a ingestão de suplementos nutricionais, de acordo com a pessoa, suas necessidades, sua rotina e o esporte que ela pratica.
O psicólogo esportivo também exerce grande papel em atletas, trabalhando as frustrações e angustias, sensações de perda, convívio com as vitórias, equilíbrio emocional e paz interior para competição. É fundamental principalmente para atletas jovens, em competições de alto nível, que requerem um grau de concentração muito grande.
Outros profissionais também integram essa equipe multidisciplinar, com o médico ortopedista e o fisioterapeuta, aquele orienta para prevenir lesões - de acordo com a biomecânica de cada esporte e com as limitações do atleta - diagnostica as lesões; e este o auxilia em todo precesso, colocando em prática as suas orientações.
Toda essa equipe evoluída em prol de um objetivo pode parecer exagero, mas não é. Os resultados evidenciam-se rapidamente. Eu tive uma experiência em 1991 interessantes, onde treinei a Equipe Paulista de Squash e os recursos eram pequenos. Consegui reunir uma equipe muito boa com todos estes profissionais que apostavam nesse Projeto e os atletas evoluíram muito, conquistando vários títulos: brasileiro, sulamericano e panamericano.

Fábio Guimarães
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Um corpo rebelde

Rebeldia quer dizer desobediência, oposição, resistência, não conformidade, teimosia. Estes sinônimos podem ser usados em diversas situações na vida. Em várias delas com certa razão, mas, em geral, com preocupação. Não são ações que devemos ter como constância, pois, com raras exceções, não irão nos ajudar em nada.
Quando se fala em atividade física não dá para ser diferente. Quando queremos construir corpo e mente forte e saudável devemos ter obediência a horário, rotina, treinamento, etc. Não podemos nos opor a disciplina e criar resistência para adquirir bons hábitos. Não podemos nos conformar o tempo todo com as adversidades que nos atinge. Não devemos ser teimosos, achando que tudo é besteira e usando desculpas esfarrapadas como "para que sofrer à toa"?
Muitas pessoas praticam alguma atividade física por obrigação, por recomendação médica ou por influência de alguém, mas não sentem o mínimo prazer em fazê-la. Realmente, para quem não gosta é super difícil se adaptar. Mais na vida temos sempre que tentar...e tentar outra vez. Se não der certo com determinada atividade pode ser com outra e assim sucessivamente.
Tudo bem: não podemos ser rebeldes, ir contra nossos princípios. Mais também não podemos fechar os olhos e sermos radicais o tempo todo, principalmente quando o assunto é saúde, viver com qualidade, alegria e disposição para encarar nossas simples tarefas diárias. Basta pensarmos nas pessoas que estão deitadas em uma cama de hospital e dariam a vida uma simples caminhada ao sol. Pessoas que mal conseguem sentar sozinhas por falta de força.
É muito mais fácil não fazer nada. As pessoas que descobriram o prazer de fazer alguma atividade física com certeza vivem muito mais felizes, se socializam muito mais fácil, conseguem dividir melhor o seu tempo e dar amor para as pessoas que estão à sua volta. Constantemente percebo isso nas pessoas que resolveram ter uma nova postura em relação à sua qualidade de vida.
Quando ouço os "rebeldes" que têm sempre uma desculpa para não adotar uma atividade física regular em suas vidas, invariavelmente falo que para que isto mude depende muito mais da pessoa do que de mim ou de qualquer profissional que ela procurar para orientá-la. O que nós profissionais podemos fazer é tentar contribuir ao máximo para que isso ocorra. No meu caso, muitas vezes consigo êxito na parceria aluno/professor e a satisfação é enormemente compartilhada. Na medita em que a pessoa passa a ter uma atividade física regular, ela muda o olhar, a postura, o corpo, a felicidade pela vida. É muito gratificante para o professor receber esta mudança. É o ápice para um educador. Mas, infelizmente, às vezes algumas pessoas tentam, tentam e não conseguem. Como educador, sempre insisto em que a pessoa nunca desista. Que procure um outro profissional, uma outra academia, um outro esporte, uma outra turma... Mas que ela nunca desista de encontrar uma atividade que lhe possa dar prazer. Ou seja, quer um conselho "bacana": não seja rebelde com sua qualidade de vida !

Fábio Guimarães
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Em ritmo de saúde

É indiscutível que a chegada do frio nos desperta o desejo por pratos
mais pesados e generosos. Para contornar o problema, seguem algumas
dicas do Professor de Educação Física Fábio Guimarães.

A queda brusca de temperatura que marca a chegada do inverno traz um inconveniente para quem está interessado em manter a forma física: de repente somos acometidos por uma fome incontrolável. Saem de cena os sucos, frutas e saladas e entram as massas, peças suculentas de carnes e molhos generosos, geralmente itens carregados de carboidratos e gorduras. Resultado: alguns quilos a mais na balança no final da estação.
Parte do fenômeno está ligado ao modo como nosso corpo funciona quando exposto a temperaturas mais baixas. Obrigado a aumentar o nível metabólico a fim de manter os saudáveis 27 graus de temperatura, ele passa também a demandar mais energia. Como nossa energia vem dos alimentos a conseqüência natural é que a sensação de fome também aumente. O problema é que na maioria das vezes o aumento do metabolismo não é suficiente para compensar os ganhos calóricos. A conseqüência é um superável energético que será armazenado na forma de gordura. Um agravante para a situação é que no frio fica ainda mais difícil abandonar o calor do lar para ir à academia.
Para evitar que essas mudanças no nosso dia-a-dia e na rotina alimentar acarretem ganho e peso, o professor de educação física e autodidata em nutrição Fábio Guimarães dá algumas recomendações. Muitas são validas para todo o ano, como abusar de frutas, legumes e verduras; comer entre as principais refeições e procurar atividades físicas que dêm prazer. Outras têm a ver com fazer com que o inverno seja prazeroso sem ser monótono na mesa.
Substituir as pesadas sopas de batata e outros carboidratos por sopas de legumes e verduras é um bom caminho para alimentar calorias. Para não abrir mão das frutas na dieta, importante fonte de minerais e vitaminas, a sugestão é incluí-las nas receitas de tortas e bolos. "O alimento fica ainda mais saudável se a farinha convencional for substituída pela integral ou por aveia", sugere Guimarães. Frutas também devem entrar no lugar dos doces nas sobremesas e cereais.
Seguindo a mesma lógica, os cereais devem ser a principal fonte de energia de nossa dieta. Por serem formados por uma cadeia química mais simples, são aproveitados pelo organismo de forma mais rápida, tendendo a não virar gordura.
O professor também alerta que gorduras e carboidratos, quando ingeridos, serão melhor trabalhados pelo corpo parte da manhã. "Como a noite a queima calórica do corpo é bem menor, o excessos virarão gordura", explica ele. "Se houver abuso em um dia, a melhor coisa é maneirar no outro".
Com relação aos exercícios, a dica é pegar pesado nos de mais gasto de energia para compensar o aumento de ingestão calórica. O problema é que muita gente prefere as corridas e pedaladas outdoor e frio nesse caso pode ser um obstáculo. A saída, sugere Guimarães, podem ser os circuitos que mesclem atividades aeróbicas com exercícios musculares com carga. "É uma boa oportunidade também para iniciar o trabalho de outros grupos musculares, quem ate então estavam parados. O trabalho muscular tem um papel fundamental no aumento de quantidade e resistência de massa óssea", complementa ele.


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Adrenalina a mil !

Mania que virou moda, os esportes de aventuras
oferecem mais do que apenas alívio ao estress.

Segundo os pesquisadores, a prática de exercícios físicos têm o poder de estimular a liberação de endorfina, hormônio responsável pela sensação de bem-estar. Bem, se os exercícios forem emocionantes, como nos esportes radicais, os benefícios são ainda maiores. A liberação de adrenalina no corpo proporciona vários tipos de sensação: desespero e prazer indescritíveis são os mais comuns. As exclamações corriqueiras ou dos velhos e impublicáveis palavrões são algumas formas de explicar as sensações. Essa gritaria toda começou em 1786, quando os franceses Jacques Balmat e Michel Paccard alcançaram o pico do Montblanc, nos Alpes franceses, com quase 5 mil metros de altura. Veio daí o nome do primeiro esporte outdoor da história: o alpinismo. Depois disso, a criatividade humana e os obstáculos naturais se incumbiram de outras criações. Das montanhas vieram o biking (ciclismo em trilhas), os diversos tipos de vôos (asa delta, paraglider...), entre outros. Das águas surgiram o rafting, o mergulho, o rapel em cachoeiras.
A imaginação e a sede por emoções fortes também fizeram com que alguns esportes um tanto quanto esquisitos aparecessem. O bóia-cross, primo caipira do rafting, é um deles. Muito popular no interior de São Paulo, o esporte consiste em descer rios a bordo e uma câmara de pneu de trator.

Aventuras Sérias

Criações malucas emanam dos cérebros dos loucos por emoções fortes. Competições sérias também. A idéia de juntar várias tarefas em uma competição - a corrida de aventura - surgiu nos ano 80, na Nova Zelândia, hoje a Meca dos esportes radicais. O objetivo dessas provas é que as equipes completem um percurso "multidisciplinar" que arrebanha, em geral, canoagem, trekking e técnicas verticais, como o rapel. Além da integração e busca pela saúde que os esportes convencionais proporcionam, essas competições têm outro objetivo saudável: estimular a boa convivência com a natureza. No Brasil, a correria no meio do mato começou em 1998, com a Expedição Mata Atlântica (EMA). Hoje, o país conta com a Sociedade Brasileira de Corridas de Aventura (SBCA) e tem outras importantes competições, como o Caloi Adventure Camp.
Um fato interessante que surge com os esportes radicais é o apoio que algumas empresas buscam nesses esportes emocionantes para integrar funcionários ou desenvolver habilidades específicas, como liderança, trabalho em grupo, autoconfiança, gerenciamento de risco, gerenciamento de tempo... "Esse é um nicho interessante na qual as empresas entraram para ficar. Fazer os esportes em grupo sempre é aconselhável pelo fator segurança e social", explica o professor de educação física Fábio Guimarães. Em vez de "endomarketing", "planejamento" ou "reunião", expressões como "beleza pura", "maneiro", "radical", "valeu", são bem mais freqüente nesses prazerosos treinamentos. É a chamada educação experimental. Uma jogada de mestre, pois a ciência já provou que o ser humano grava com muita facilidade aquilo que faz, em comparação àquilo que escuta ou vê.

Os mestres dão as dicas:

Christian Fuchs, da equipe Aroeira de Ecoaventura e profissional na área
- "os esportes ao ar livre proporcionam não só a manutenção da boa condição física, mas principalmente o equilíbrio para manter a cabeça no lugar. O contato direto com a natureza e a vivência da sensação da chuva, do barulho do vento na mata ajuda nesse quesito".

Fábio Guimarães, professor de educação física
- "é importante ressaltar que os esportes de aventura envolvem também riscos de lesões graves. Normalmente o fato está ligado à falta de equipamentos de segurança adequados ou falta de preparo ou treinamento do praticante. Alguns aspectos devem ser analisados: trajeto, geografia do local, quantidade de dias de competição... Procure curtir e respeitar seus limites".

Dr Walner Daros, da equipe Aroeira de Ecoaventura
- "duas coisas devem ser observadas com muito cuidado pelos praticantes desses esportes: desidratação e hipotermia. Esses quadros podem acarretar desde um leve desconforto até a morte! A ingestão de líquidos e soluções de reposição, em carboidratos proteínas e lipídios previnem esses perigos".

Renato Coelho
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O atleta amador e a sua agenda


Não é porque um atleta não compete profissionalmente, que não deve seguir algumas condutas de organização e método que lhe permitam avançar nos treinamentos e obter melhores resultados. Se esse é o seu caso, dou aqui algumas dicas, que se seguidas oferecem um resultado surpreendente. O atleta amador precisa adquirir uma nova rotina intensa de treinamento, que pode variar de duas a seis horas, dependendo da modalidade. Dessa maneira, além da disciplina, que é muito importante para a evolução e continuidade do programa de treinamento, o atleta passa a exigir respostas regulares do organismo.
Se alimentar com qualidade, várias vezes ao dia, permite que o organismo consuma apenas o que é necessário, evitando assim absorção de excessos. Ainda no que diz respeito a alimentação, na maioria dos casos, um profissional pode iniciar o uso de suplementos alimentares. A prática de exercícios regulares pressupõe alguns cuidados que devem ser observados. É preciso que ao entrar para um programa de treinamento, o atleta esteja amparado pela supervisão de uma equipe multifuncional composta de um médico clínico-geral, nutricionista, fisioterapeuta, psicólogo e é claro um professor de educação física. O acesso constante a esses profissionais permitem que se estabeleçam avaliações periódicas para total controle de rendimento e saúde.
Outro fator importante para um atleta amador é ter suas horas de sono religiosamente cumpridas. O ideal é que se cumpram no mínimo oito horas de sono por dia. Caso não seja possível, é preciso que o a quantidade de horas seja regular.
Sabe-se que horas de treino, alimentação, suplemento e material esportivo, tornam a prática de esportes, mesmo que amadores, algo oneroso. E o atleta sem recursos então, este é um herói. Faz tudo na "raça" e fica restrito a certas modalidades menos onerosas.
Se esse é os eu caso, ou se gostaria de conseguir apoio financeiro para continuar treinando, aí vai a boa notícia: muitos clubes já fazem parcerias com grandes empresas par investir e formar boas equipes de voleibol, basquete, natação entre outras modalidades esportivas. O que se concluí desse tipo de posicionamento de clubes e empresas patrocinadas, é que existe a consciência de que atleta é aquele que dedica-se a uma prática e obtém resultados e não apenas aquele que recebe remuneração. A relação de valores está ligada ao retorno que determinado esporte ou atleta traz de mídia. Muitos ainda chamam que a vida de atleta é moleza. Quantos talentos esportivos se perdem nesta odisséia por falta de recursos, incentivo, educação, política esportiva.
Parece loucura mas não é. A "disciplina" é fundamental. Há momentos em que se torna difícil conseguir tempo para a todas as atividades do dia a dia e ainda praticar esportes regularmente. Mas é bom lembrar que o esporte competitivo nos traz saúde, percepção corporal, alegria e superação. O esportista é uma pessoa de bem coma vida, pois adquire paz interior. É como uma religião na qual se conversa com Deus de outras maneiras.


Fábio Guimarães e Alexandre Burani
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Medalha de ouro para eles

Mais que buscar o bem estar e um corpo sarado, o esporte visa à competição e requer algo
mais além do que o próprio esforço físico. Estamos falando de atletas profissionais e
sobretudo como anda o patrocínio para estes campeões.

Em breve eventos com a Olimpíada, um dos que mais recebem destaques da mídia e reconhecimento do público, o esporte aproxima-se do seu conceito de origem: competição e superação do próprio limite. E para alcançar esse objetivo o ritmo de treinamento de um atleta profissional é extremamente intenso, podendo chegar até oito horas por dia, de cinco a seis vezes por semana. O cuidado com a alimentação é redobrado e deve ser complementado com o uso de suplementos adequados para que ele suporte essa carga de treinos e melhore seu desempenho.
Mais infelizmente, no Brasil, a maioria deles não conta com disponibilidade de tempo e recurso financeiro para dedicar-se somente à carreira esportiva. A falta de patrocínio faz da rotina do atleta uma competição constante, quando superar os limites consiste em treinar e trabalhar ao mesmo tempo, fazendo com que muitos abandonem o esporte antes mesmo de chegar ao pódio.
"Às vezes, três dias antes da competição, o atleta não sabe se vai conseguir a verba para viajar. E esse estresse psicológico de não contar com o apoio atrapalha a hora de competir", relata Fábio Guimarães, professor de educação física.
A equipe de handebol brasileira conseguiu um patrocinador dias antes do início da Olimpíada. "Essa empresa não ajudou em nada para que os atletas se classificassem para Atenas. Enquanto não mudar esse conceito, a gente não vai evoluir", dispara Fábio.
Tendo passado pela experiência como preparador físico dos jogadores de squash, Mário de Oliveira, campeão sul-americano em 1994, e Ronivaldo Santos Conceição, bicampeão sul-americano em 1997 e1998 e medalha de prata em Atenas em 2004, o professor destaca a importância de acompanhamento médico, nutricional, psicológico e fisioterapêutico, e o respaldo financeiro para o desenvolvimento do atleta. "As empresas só se interessam pelo atleta de ponta. Elas não investem nos iniciantes, acreditando, por exemplo, que daqui a quatro ou cinco anos o cara vai ser um medalhista", comenta Guimarães.

Na raça
Dos brasileiros que entraram para a história do esporte por esforço próprio destaca-se o bicampeão olímpico de salto triplo Adhemar Ferreira da Silva, a década de 50, assim como o recordista mundial João de Carlos de Oliveira, o "João do Pulo", também na mesma categoria, que bateu recorde mundial que levaria 10 anos para ser superado. Entre outros, estão Joaquim Cruz, nos 800 metros, nos anos 80. Outros exemplos de conquista é o atual campeão Olímpico de vôlei Sérgio Dutra dos Santos, o Escadinha, que declarou que entra em quadra como se fosse um brasileiro que ganha 280 reais por mês, pois quando começou a jogar ganhava menos do que isso e que só ele sabia o sacrifício que tinha enfrentado todos estes anos.
Isso sem falar nas ginastas Daniele Hipólito e Daiane dos Santos, que são atualmente o melhor exemplo de força e garra na superação da dificuldade do atleta brasileiro. De origem simples se tornaram mundialmente conhecidas numa modalidade na qual o Brasil nunca havia obtido tanto destaque.

Atleta x Mídia
Além da falta de apoio, outro tipo de estresse que atinge o atleta é a relação dele com a mídia. Se, por um lado, antes da competição essa exposição ajuda a despertar o interesse das empresas para custear o atleta, durante o evento a dose deveria ser equilibrada para não influenciar no resultado. Prova disso foi a esperança do ouro em Daiane e Daniele e os reportes comunicavam isso a elas a cada entrevista. "O resultado delas só não foi melhor porque houve um excesso de exposição, uma pressão muito grande pela medalha, principalmente em cima da Daiane", resume Fábio.
Diante de todas as dificuldades apresentadas, nossos atletas obtiveram um ótimo resultado em Atenas, independentemente de trazer ou não uma medalha.

Programa de incentivo
Encerrada a Olimpíada, o Governo anunciou um investimento de 200 milhões em um programa de incentivo aos esportes para criar núcleos esportivos espalhados por todo o Brasil em parceria com secretarias de esportes, prefeitura e entidades sem fins lucrativos. O objetivo é descobrir e lapidar futuros atletas em diversas modalidades, "o que seria a solução para a massificação da prática do esporte no País", acredita Guimarães. "Quanto mais pessoas estiverem praticando uma determinada modalidade, mais fácil será identificar os habilidosos. É mais ou menos o que se faz em Cuba com subsídio do Governo", ressalta.

Mariana Quartucci
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É preciso construir o futuro !

Quando a maioria das pessoas pensa em futuro, associa primeiramente a idéia de tecnologia e pesquisa. Mas outras prioridades devem fazer parte desta associação, como geração de novos empregos, cidadania, meio ambiente, agricultura entre muitas outras. A tecnologia inventa e produz cada vez mais numa velocidade assustadora: estação espacial, satélite, mísseis dirigíveis, TV digital, I-pod, supercomputadores, telefonia celular e internet banda larga são apenas alguns exemplos recentes. Imagine se compararmos com o que existia na época da juventude de nossos pais!
Por outro lado, o homem parece não avançar na mesma velocidade. Podemos até arriscar que estagnamos. Parece que, nas questões humanas, o interesse é menor. Há guerras religiosas, civis e países abandonados com pobreza máxima e fome. Experimentamos o abandono em relação à natureza e á nossa própria sobrevivência. Para muitos governantes e grandes grupos é mais importante garantir seus interesses como, por exemplo, investir para saber se existe vida em outra galáxia do que pensar no projeto do futuro de nossas crianças.
Fazendo uma analogia com o mercado do Esporte e Fitness, cada vez mais a indústria destes segmentos evolui. Cada Copa do Mundo, Olimpíada e outros eventos deste esporte, os equipamentos e materiais esportivos são projetados para ficarem cada vez mais eficientes e sofisticados. As novidades, além de diminuírem o risco de lesões, fazem diferença na performance. Melhoram a técnica e, consequentemente, os resultados. Se você entra numa academia de ponta, por exemplo, verá que os equipamentos para treinamento estão cada vez mais computadorizados, com utilização de som e até de TV. Isto sem falar no design mais arrojado e futurista de todos eles, com alto grau de pesquisa para melhorar a execução e a eficiência dos movimentos do corpo humano. Como apoio a tudo isso, já existem até relógios com "GPS" a serviço do treinamento, orientando atletas sobre o mapa da região, localização, percurso, quilômetro percorrido, média realizada e por aí vai.
Em contrapartida, no Brasil poucos têm acesso ao esporte e suas maravilhas tecnológicas. O governo não proporciona Leis de Incentivos Fiscais para as empresas destinarem parte das verbas para aplicar em esporte. Só países mais desenvolvidos aproveitam a força do esporte como elemento de formação, sociabilidade, cultura e desenvolvimento para grande camada da população. Também poucas pessoas conseguem ter acesso ás Academias e Clubes ou a treinadores especializados em atividade física. Ainda ocorrem poucas ações esportivas comunitárias, apesar dos organismos governamentais saberem dos ótimos resultados em relação à inclusão social, ao combate ao uso e drogas e tudo mais. A maioria das escolas, tanto públicas como particulares, ainda não dão a verdadeira importância para as aulas de Educação Física como deveriam. Na maioria das vezes os professores são muito mal remunerados e trabalham em condições precárias. E ainda, numa cidade como São Paulo, é um absurdo a carência de parques desportivos e áreas verdes.
Enfim, como outros segmentos da sociedade, também no Esporte e no Fitness já existe muita tecnologia, investimentos e pesquisa (realizada principalmente por países ricos ou com tradição em Olimpíadas). Porém, é necessário haver uma valorização do ser humano.
Creio que o primeiro passo (que é bastante simples e viável) seria valorizar a figura do professor de Educação Física tanto pelo governo como pelos empresários do setor. Um bom Professor de Educação Física vale muito mais que uma entidade ou muitas máquinas de alta performance. Ele está envolvido no universo da saúde, bem estar, prazer, estética, autoconfiança e amizade. Ele é fundamental para preparar a criança para a vida, mostrando-lhe que é possível realizar planejamento e trabalhar duro para buscar resultados. E que existem derrotas e vitórias, mas que nada é mais importante do que o toque, o olho no olho, o coração...

Fábio Guimarães
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Sebo nas canelas

"Correr é essencial para se prevenir os males do sedentário,
como problemas cardíacos e obesidade",
Kenneth Cooper

Há alguns milhares de anos, os homens pré-históricos já usavam habilidades de corrida, saltos e lançamento para caçar, pescar, plantar, escapar de fenômenos da natureza... enfim, para garantir a sobrevivência. Mal sabiam que essas práticas melhoravam a expectativa de vida, que, em média dera de 30 anos, devido às condições precárias da época. Atualmente, os saltos e lançamentos não são mais recorrentes do gênero humano, mas a corrida é. Ou pelo menos deveria ser.
No início dos anos 70 o então jovem médico Kenneth Cooper fez a seguinte observação: "correr é essencial para se prevenir os males do sedentarismo, como problemas cardíacos e obesidade". À época, o profissional foi taxado de prepotente e criou grande polêmica na classe média. A ciência se encarregou de defender o visionário, pois entre outros benefícios, ficou provado que corridas regulares previnem doenças cardiovasculares; otimizam a irrigação sangüínea no cérebro e melhoram até o humor, devido à liberação de endorfina pelo organismo durante o exercício.
Quem duvidou da capacidade do revolucionário, atualmente o reconhece como pai da medicina preventiva. E não é á toa que corrida, ou jogging, hoje é chamada de cooper, em homenagem a Kenneth.
Definitivamente: correr é a atividade física mais acessível de fácil se praticar. Instrumentos específicos não são necessários, como o taco para se jogar golfe ou a bola, para o futebol. Um par de tênis é o suficiente. "Todo mundo, seja qual for a classe social pode praticar o esporte em qualquer lugar e horário. O mais interessante é que esse simples exercício potencializa várias qualidades. Melhora a resistência muscular, cardiorrespiratória e até o funcionamento gastrointestinal", exemplifica o empresário e professor de educação física Fábio Guimarães.

Dias antes...
Antes, porém, de se iniciar qualquer atividade é importante fazer uma avaliação, que tem por objetivo calcular com o corpo reagirá aos exercícios. "A principal razão para se fazer essa análise é a garantia de que a prescrição e a execução dos exercícios serão as melhores. Pode-se constatar como o corpo reagirá a atividades intensas. Isso é importante porque evita danos ao organismo", diz o professor de educação física e especialista em fisiologia do exercício, Marco Rimoli. Pressão arterial, eletrocardiograma, composição e dimensões e que indicam os pontos máximos de gasto de energia e queima de gordura, por exemplo, o que ajuda a pessoa correr de maneira que explore ao máximo todos os seus benefícios. Para mulheres com mais de 50 anos de idade e homens que já passaram dos 40, a avaliação é imprescindível, pois os riscos de danos físicos são maiores.

Minutos antes...
Depois dos testes e antes de correr a "correria" outra atividade essencial é o alongamento. Por quê? Marco Rimoli responde: "ele prepara as fibras musculares, ligamentos e tendões para um iminente esforço físico. Aumenta a flexibilidade dos esforços, a mobilidade das articulações e possibilita aumento de até 20% na força muscular. Não custa nada e evita distensões e rompimentos de ligamentos e tendões".
Indicado para todos, a atividade deve ser feita no mínimo quatro vezes por semana, com total de 10 a 15 minutos por sessão e de 5 a 60 segundos em cada posição, com duas a cinco repetições. Nada como as velhas e boas preliminares...

Corrida é dinheiro
Dividimos em três tipos de provas - corridas, lançamentos e saltos - o atletismo é o fóssil dos esportes. Nas Olimpíadas da era Antiga, que aconteciam desde 2500 aC. em
homenagem ao deus grego Zeus, era o único esporte presente.
Hoje é o mais nobre; suas provas têm tido, invariavelmente, a maior procura de ingressos dos jogos. Além disso, fomenta a indústria de material esportivo e gera milhões de dólares por ano em receitas com exposição das marcas na mídia e em eventos. Só no ano de 2002, a Caixa Econômica Federal investiu R$ 2 milhões no atletismo nacional. Outras empresas também injetam sua parte, como o Grupo Pão de Açúcar, que promove todo ano a Maratona de Revezamento, em São Paulo, que em dez anos, teve aumento de 2.000% no número de participantes. Os números da Maratona de Nova York são ainda mais impressionantes. Segundo dados da organização, competem cerca de 30.000 pessoas; outras 12.000 trabalham voluntariamente; 2 milhões se empurram nos 42.195 metros da corrida e outras 10 milhões assistem pela TV. O setor hoteleiro da Big Apple guarda US$ 90 milhões nos seus cofres em decorrência da tradicional da tradicional prova. "Todo este ciclo é importante porque gera empregos diretos e indiretos, aumenta a receita do setor e estimula as pessoas a praticarem o esporte com consciência. Além disso, os profissionais ligados à área - professores de educação física, nutricionistas, médicos, fisioterapeutas - ganham com a popularização e os investimentos, pois têm o trabalho valorizado e o aumento de campo de trabalho", explica Fábio Guimarães.

Renato Coelho
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Correr, jogar, puxar ferro...

Exercícios anaeróbios, aeróbios, ganho de massa muscular, perda de peso...
Para cada objetivo e tipo de organismo, a atividade física ideal.

Começar uma atividade física não é tão simples quanto parece. Dúvidas do tipo: "o que fazer para ganhar massa muscular (massa magra)?", "como emagrecer"? ou "que esporte devo praticar"? são bastantes freqüentes e levam a outra pergunta: que tal uma avaliação física? Esse deve ser o ponto-chave para o inicio da "vida esportiva". Com os números da avaliação em mãos, o profissional pode responder a todas essas indagações e indicar ao ex-sedentário o que fazer para chegar aos objetivos almejados. Para quem quer aumento de massa magra, atividades anaeróbias são aconselhadas. Elas exigem mais do músculo, como o popular "puxar de ferros". Para perder peso, o ideal é fazer exercícios aeróbicos, natação, ciclismos e remo são indicados pelos profissionais da saúde e da educação física. "Para obter resultados é necessário praticar 40 minutos por dia e três vezes por semana, no mínimo. Unir esses esportes a atividades anaeróbicas ajuda a moldar o corpo, pois enquanto um queima gorduras o outro trabalha a musculatura", explica o professor de educação física Fábio Guimarães.

Uma pitada de água
Sobre os esportes citados, o professor é categórico: "a natação é o melhor." Além de trabalhar praticamente todos os músculos do corpo, favorece as condições cardiorrespiratórias e melhorar a coordenação motora, a natação dificilmente acarreta lesões, pois a água diminui consideravelmente o impacto com nos ossos, a postura, a circulação do sangue e alivia tensões musculares.
Ainda na água, agora salgada, a dica é abusar das pranchas. Windsurf, Kitesurf, surfe e esqui aquático são todos exercícios para modelar a silhueta. Basta olhar as praias brasileiras para confirmar a informação.
Bem, para que os habitantes do país do futebol não desanimem das peladas, Fábio Guimarães explica: "O esporte bretão é bastante rigoroso e eficiente. Além de aumentar a força de membros inferiores, melhora impulsão, velocidade e equilíbrio, o futebol ajuda no desenvolvimento das habilidades psíquicas. Entre elas, raciocínio rápido e socialização." Se você faz o estilo "Edmundo", artes marciais podem deixá-los mais zens e disciplinados.

Aeróbio, anaeróbio...
Comuns no vocabulário de médicos e professores de educação física, as palavras aeróbio e anaeróbio soam grego para leigos. A explicação é bem mais simples do que as palavras. Exercícios aeróbicos são aqueles em que o exigênio captado pelo corpo é suficiente para práticas prolongadas. Corrida, caminhada, ciclismo e futebol são exemplos desse tipo de atividade. Já as atividades anaeróbicas são as que necessitam de uma qualidade extremamente grande contínua. As repetições da musculação são os melhores exemplos. Todo o exigidos captado pela respiração é gasto imediatamente pelos músculos, que são muito exigidos. Essa é a explicação da divisão dessas atividades em séries.


Renato Coelho
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Rebeldia

Rebeldia quer dizer: desobediência, oposição,
 resistência, não conformidade, teimosia.

Estes sinônimos podem ser usados em várias situações na vida. Em várias delas com certa razão, mas em geral com preocupação. Não são ações que devemos ter com constância, pois em geral não irão nos ajudar em nada.

Quando se fala em atividade física não poderia ser diferente. Quando queremos construir corpo e mente forte e saudável devemos ter obediência a horário, rotina, treinamento, etc. Não podemos nos opor a disciplina e criar resistência para adquirir bons hábitos. Não se conformar o tempo todo com as adversidades que nos atinge. Não ser teimoso, achando que tudo é besteira e para que sofrer à toa ?

Muitas pessoas procuram fazer alguma atividade por obrigação, por recomendação médica ou por influência de alguém mas não tem o mínimo prazer. E realmente quem não gosta é super difícil se adaptar, mas na vida temos que ao mínimo tentar, tentar outra vez e outra. Se não for com determinada atividade pode ser com outra e outra e outra.

Tudo bem, não podemos ser rebelde a nossos princípios. Mas também não podemos fechar os olhos e ser radical o tempo todo, principalmente quando se fala em saúde, viver com qualidade, alegria e disposição para encarar nossas tarefas simples diárias. Pense nas pessoas que estão deitadas em uma cama de hospital e dariam a vida por uma simples caminhada ao sol. Pessoas que mal conseguem sentar-se sozinhas por falta de fôrça.

É muito mais fácil não fazer nada. As pessoas que descobriram o prazer de fazer alguma atividade física com certeza vivem muito mais felizes, se socializam muito mais fácil, conseguem dividir melhor o seu tempo e dar mais amor para as pessoas que estão a sua volta.

Constantemente recebo pessoas que resolvem ter uma nova postura em relação a sua qualidade de vida.
Sempre falo que depende mais dela do que de mim, mas que vou tentar contribuir ao máximo para que isso ocorra. Muitas vezes consigo êxito na parceria aluno/professor e a satisfação é enormemente compartilhada.
A pessoa muda o olhar, a postura, o corpo, a felicidade  pela vida e é muito gratificante para o professor perceber esta mudança. É o ápice para um educador. 
Mas infelizmente ás vezes algumas pessoas tentam e não conseguem. Como educador sempre insisto mais alguma vez,  mesmo que não seja comigo, mas que procure outra atividade que lhe possa dar prazer.  

Não seja rebelde com sua qualidade de vida!

Revista Lounge 
ano 6  edição 28                           

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Energia

Algumas palavras que dão idéia de energia são forças, potência, resistência, vigor, movimento, vida, espírito... No entanto a definição científica é capacidade de gerar trabalho. A definição científica para trabalho é aplicação de uma força através de uma distância. Como resultado, energia e trabalho são inseparáveis.
      Existem várias formas de energia: química, mecânica, térmica, luminosa, elétrica e nuclear. Se pararmos para pensar em energia, praticamente ela faz parte de tudo em nossas vidas. A água de uma represa que move as turbinas, um arco encurvado que atira uma fecha, o vento balançando uma árvore, o ato de sentar em uma cadeira e por aí vai.
A energia manifestada no movimento humano é a energia química transformada em energia mecânica, que provém da conversão do alimento em energia do nosso corpo. Precisamos comer plantas e animais para conseguirmos nossos suprimentos alimentares. A energia liberada durante a desintegração dos alimentos é empregada para fabricar um composto químico chamado ATP (adenosina trifosfato) que é armazenado em todas células musculares. Ocorre uma reação química onde é liberada uma quantidade de quilocalorias de energia que representa nossa fonte de energia imediata, utilizada pela célula muscular para realizar trabalho. A energia gasta pelo nosso corpo é calculada em Kcal (quilocaloria).
      Também, a vitalidade de nosso corpo físico tem tudo a ver com a qualidade energética de nossa aura da nossa espiritualidade momentânea. A energia que flui em nosso interior tem uma influência direta sobre o mundo externo ao mesmo tempo que percebendo certos acontecimentos externos influenciam diretamente no nosso mundo interior. Isto pode fazer uma grande diferença para abrir nossa mente em relação a uma nova percepção da realidade. O problema é que a maioria das pessoas não está atenta à percepção energética das coisas ao seu redor estamos acostumados a ver o mundo da mesma forma, não saindo da nossa rotina.
      A utopia é que o homem no mundo moderno cada vez trabalha mais, gera e consome mais energia, criando novas tecnologias para seu conforto, consumindo mais fontes naturais que vão extinguindo a energia do planeta. Com esta falta de tempo para atividades naturais como dos nossos antepassados é um conforto cada vez maior, fica mais preguiçosos, com menos inteligência emocional, menos energia espiritual e sem tempo para nós mesmos, ou seja, estamos caminhando para sermos robôs com estímulos idênticos, aceitando tudo que nos é inserido e percebendo cada vez menos os movimentos simples da natureza.
      Por fim, nossa energia esta no nosso espírito e nos nossos atos. Não é o espírito quando se fala em freqüentar uma religião e sim de realmente praticar a espiritualidade em prol dos outros e, mais importante de você, para enfrentar os desafios diários da vida.
      Não é apenas no ato de falar sobre coisas boas ou estar presente sempre na natureza, mas sim de praticar as coisas boas no simples dia-a-dia com tarefas pequenas ou de cuidar da natureza, percebê-la, senti-la.
     
Entre falar e fazer existe uma distância grande. Existe uma energia grande dentro de nós, uns mais a maioria menos. Depende só de você fazer parte de um grupo seleto.

Lembrando que você pode ser um estímulo para vários.

Revista Lounge 
ano 6  edição 29                           

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CONDICIONAMENTO FÍSICO: entenda e pratique !

O que é?
É o desenvolvimento das aptidões físicas de um indivíduo.
São elas: fôrça, potência, resistência, endurance, flexibilidade, coordenação motora, destreza, agilidade e equilíbrio.

É uma atividade para atletas?
Os atletas de alto rendimento conseguem melhores resultados quando conseguem um alto grau de desenvolvimento em várias dessas valências físicas.
Cada esporte consegue desenvolver uma ou mais valência, mas não a maioria.
É fundamental tanto para atletas como praticantes esportivos, desenvolver estas habilidades separadamente não só para evoluírem como também evitar lesões futuras.

Pode ser desenvolvido em crianças?
Sim, esta atividade com as crianças é realizada ludicamente (em forma de brincadeira).
Se conseguíssemos desenvolver em todas as crianças Brasileiras, principalmente de 0 a 6 anos através das Escolas, Clubes e Comunidades com certeza teríamos não só uma maior geração de medalhistas em grandes eventos esportivos como também uma geração mais preocupada com qualidade de vida.

É fácil perceber quem nunca fez este tipo de atividade?
Com certeza. Quem praticou quando criança ou adolescência ou mesmo adulto por um certo tempo alguma atividade esportiva, arte marcial, dança e/ou atletismo por exemplo conseguiu desenvolver algumas destas qualidades físicas. Quando não, a dificuldade motora e a consciência corporal são tamanhas. Mas nada que impeça do indivíduo evoluir dentro dos seus limites.

Então uma pessoa sedentária pode começar a fazer?
Não só pode como é imprescindível. O sedentarismo é a doença do século. As comodidades do mundo moderno, a falta de tempo, os problemas financeiros e o stress  cada vez nos limita mais e mais. Várias doenças são oriundas da inatividade. Comece  priorizar  sua saúde por alguma atividade física orientada.

E as pessoas da terceira idade?
Também. O Brasil aumentou em muito sua faixa etária e expectativa de vida graças ao avanço da ciência e o aumento de profissionais mais habilitados na área biomédica para tornar a terceira idade mais ativa através da consciência da saúde, da sociabilização, de uma boa alimentação e do exercício com avanços na pesquisa dos benefícios do trabalho muscular e cardíaco.

Onde eu posso encontrar este tipo de trabalho?    
Você pode encontrar em alguns clubes e academias ou até solicitar um programa a  algum personal training. Sempre informe-se sobre o local e o profissional antes de começar e procure fazer um check-up antes.

Enfim qual é a vantagem de fazer um condicionamento físico?

Você vai tornar-se uma pessoa melhor: mais alto confiante, mais ativo, mais saudável, mais sociável, mais tranqüilo, melhor fisicamente em todos os sentidos, mais apto para as adversidades e melhor condicionado em todas as qualidades físicas para qualquer atividade física extra ou pratica esportiva.

Boletim CEBOT
Butantã de Ortopedia e Traumatologia /  Setembro 2007

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Universo Masculino

      Sem dúvida, nunca o homem foi tão vaidoso como neste século. A busca incessante pelo corpo perfeito, beleza, estética, moda e vaidade nos aproximam cada vez mais do universo feminino.

      Em salão de beleza, já se vêem muitos homens pintando cabelo, fazendo as unhas de mão e do pé e passando esmaltes. Em clínicas de estética não só os atletas se depilam. Muitos homens o fazem até a laser, implantam cabelo, utilizam cremes, fazem massagem, dentre outros recursos.

      Na moda, muitos preconceitos também caíram. Existem até consultores que montam o guarda-roupa de homens que se preocupam em se vestir bem, mas não têm noção de qual a melhor roupa para tal ocasião ou como combinar peças e cores.

      Muitas profissões não sofrem mais tanta discriminação como antes. É o caso dos chefes de cozinha, cabeleireiros, comissários de bordo, arquitetos, nutricionistas, enfermeiros, dentre outros.

      Nas academias de ginásticas, os homens já dividem praticamente de igual para igual, o espaço com as mulheres. A malhação, para muitos, tem caráter mais estético do que em prol da saúde, o que às vezes até se torna maléfico.

      Cuidados com a alimentação, usando alimentos saudáveis e até auxílio de nutricionista, já fazem parte da dieta de muitos homens atentos ao seu bem-estar.

      A busca por complementos nutricionais também aumentou, e muito produtos à base de efedrina estão sendo ingeridos indiscriminadamente. Acresçam-se a isso também, os moderadores de apetite, vitaminas em excesso, complementação protéica exagerada e até anabolizantes.

      Apesar de tudo isso, muitos homens ainda criam uma barreira contra alguns setores como estética, moda, beleza e algumas profissões, sendo radicais contra certas atitudes. Mas o fato é que o cuidado consigo mesmo e sua postura estão sendo cobrados pela sociedade e pelas próprias mulheres.

      Por outro lado, por assumir um papel profissional de maior destaque na sociedade, a mulher se vê refém do tempo. Dividem-se entre trabalho e família, e cada vez desfruta menos do “novo universo masculino”.

Revista Lounge 
ano 6  - edição 30

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